Foto: Marciel Bezerra
Entre plantas cultivadas com paciência e objetos que ganharam nova vida longe do descarte, o tempo pareceu caminhar em círculo na comunidade de Mosquito, distrito de Caiana. Ali, adolescentes do NUCA de Cedro descobriram que sustentabilidade não é conceito recente é herança. Em um quintal onde cada pedaço de terra carrega memória, a juventude encontrou na voz de Dona Tica uma aula viva sobre pertencimento, cuidado e futuro. O prefeito Nilson Diniz destacou que o encontro representa a união entre desenvolvimento e identidade cultural. "Quando o NUCA promove esse encontro com figuras como Dona Tica, estamos garantindo que o progresso de Cedro caminhe junto com o respeito às nossas raízes e ao meio ambiente. É um orgulho ver nossos jovens liderando esse diálogo e entendendo que sustentabilidade começa dentro da própria comunidade."A ação integrou o segundo Dia de Mobilização do ano do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA) e faz parte da campanha nacional #EntreNoClimaUNICEF, vinculada ao UNICEF. Com o tema "Cultura, Geração e Gênero: o que as pessoas têm a ver com a regeneração da terra?", os adolescentes Geovana, Adila, Giovane, Yasmin, Dandara e Sara Teixeira conduziram uma escuta sensível na residência de Dona Tica.Durante a conversa, a moradora compartilhou sua experiência com o manejo da terra e o reaproveitamento de materiais que muitos considerariam lixo. "Eu toda garrafa, toda coisa que eu encontro e vejo que dá para aproveitar, eu pego. Tiro do lixo e transformo. Assim eu ajudo o meu ambiente. Quem me ensinou a cuidar da terra foram meus pais. Aprendi a plantar, a limpar, a zelar. A terra precisa de cuidado todo dia. Eu estou sempre ali, mexendo, ajeitando, plantando. Aquilo ali é minha vida."Entre peças produzidas com isopor e garrafas reaproveitadas, os jovens perceberam que a regeneração ambiental começa com atitudes simples. "Quando eu encontro um pedacinho de isopor, já penso que dá para fazer alguma coisa. Levo para casa, faço arte e estou cuidando do meio ambiente."Questionada sobre qual presente daria à natureza, Dona Tica foi direta: "Se fosse para dar um presente à natureza hoje, seria uma planta."A interação mostrou que práticas sustentáveis fazem parte da cultura rural há gerações, muito antes de se tornarem pauta global.A articuladora do Selo UNICEF em Cedro, Luciana Vieira, reforçou a importância do diálogo intergeracional. "Momentos como este mostram que regenerar a terra passa pelo respeito à nossa cultura e pela escuta dos mais velhos. Essa ação fortalece as metas do município junto ao Selo UNICEF e amplia a formação cidadã dos adolescentes."Ao final do encontro, ficou evidente que a regeneração não se limita ao solo. Ela nasce da escuta, da memória e do reconhecimento de que cada geração tem um papel na construção do amanhã. Em Mosquito, passado e futuro dividiram o mesmo quintal e saíram de lá ainda mais conectados à terra que os sustenta.
Entre plantas cultivadas com paciência e objetos que ganharam nova vida longe do descarte, o tempo pareceu caminhar em círculo na comunidade de Mosquito, distrito de Caiana. Ali, adolescentes do NUCA de Cedro descobriram que sustentabilidade não é conceito recente é herança. Em um quintal onde cada pedaço de terra carrega memória, a juventude encontrou na voz de Dona Tica uma aula viva sobre pertencimento, cuidado e futuro.
O prefeito Nilson Diniz destacou que o encontro representa a união entre desenvolvimento e identidade cultural. "Quando o NUCA promove esse encontro com figuras como Dona Tica, estamos garantindo que o progresso de Cedro caminhe junto com o respeito às nossas raízes e ao meio ambiente. É um orgulho ver nossos jovens liderando esse diálogo e entendendo que sustentabilidade começa dentro da própria comunidade."
A ação integrou o segundo Dia de Mobilização do ano do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA) e faz parte da campanha nacional #EntreNoClimaUNICEF, vinculada ao UNICEF. Com o tema "Cultura, Geração e Gênero: o que as pessoas têm a ver com a regeneração da terra?", os adolescentes Geovana, Adila, Giovane, Yasmin, Dandara e Sara Teixeira conduziram uma escuta sensível na residência de Dona Tica.
Durante a conversa, a moradora compartilhou sua experiência com o manejo da terra e o reaproveitamento de materiais que muitos considerariam lixo. "Eu toda garrafa, toda coisa que eu encontro e vejo que dá para aproveitar, eu pego. Tiro do lixo e transformo. Assim eu ajudo o meu ambiente. Quem me ensinou a cuidar da terra foram meus pais. Aprendi a plantar, a limpar, a zelar. A terra precisa de cuidado todo dia. Eu estou sempre ali, mexendo, ajeitando, plantando. Aquilo ali é minha vida."
Entre peças produzidas com isopor e garrafas reaproveitadas, os jovens perceberam que a regeneração ambiental começa com atitudes simples. "Quando eu encontro um pedacinho de isopor, já penso que dá para fazer alguma coisa. Levo para casa, faço arte e estou cuidando do meio ambiente."
Questionada sobre qual presente daria à natureza, Dona Tica foi direta: "Se fosse para dar um presente à natureza hoje, seria uma planta."
A interação mostrou que práticas sustentáveis fazem parte da cultura rural há gerações, muito antes de se tornarem pauta global.
A articuladora do Selo UNICEF em Cedro, Luciana Vieira, reforçou a importância do diálogo intergeracional. "Momentos como este mostram que regenerar a terra passa pelo respeito à nossa cultura e pela escuta dos mais velhos. Essa ação fortalece as metas do município junto ao Selo UNICEF e amplia a formação cidadã dos adolescentes."
Ao final do encontro, ficou evidente que a regeneração não se limita ao solo. Ela nasce da escuta, da memória e do reconhecimento de que cada geração tem um papel na construção do amanhã. Em Mosquito, passado e futuro dividiram o mesmo quintal e saíram de lá ainda mais conectados à terra que os sustenta.