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27-FEV-2026

NUCA promove intercâmbio de saberes entre gerações na comunidade de Mosquito

Ação realizada no distrito de Caiana integra a mobilização #EntreNoClimaUNICEF e fortalece o diálogo entre ancestralidade, juventude e regeneração ambiental

Por Ascom 27/02/2026 #nuca

Foto: Marciel Bezerra

Entre plantas cultivadas com paciência e objetos que ganharam nova vida longe do descarte, o tempo pareceu caminhar em círculo na comunidade de Mosquito, distrito de Caiana. Ali, adolescentes do NUCA de Cedro descobriram que sustentabilidade não é conceito recente — é herança. Em um quintal onde cada pedaço de terra carrega memória, a juventude encontrou na voz de Dona Tica uma aula viva sobre pertencimento, cuidado e futuro. 

O prefeito Nilson Diniz destacou que o encontro representa a união entre desenvolvimento e identidade cultural. "Quando o NUCA promove esse encontro com figuras como Dona Tica, estamos garantindo que o progresso de Cedro caminhe junto com o respeito às nossas raízes e ao meio ambiente. É um orgulho ver nossos jovens liderando esse diálogo e entendendo que sustentabilidade começa dentro da própria comunidade."

A ação integrou o segundo Dia de Mobilização do ano do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA) e faz parte da campanha nacional #EntreNoClimaUNICEF, vinculada ao UNICEF. Com o tema "Cultura, Geração e Gênero: o que as pessoas têm a ver com a regeneração da terra?", os adolescentes Geovana, Adila, Giovane, Yasmin, Dandara e Sara Teixeira conduziram uma escuta sensível na residência de Dona Tica.

Durante a conversa, a moradora compartilhou sua experiência com o manejo da terra e o reaproveitamento de materiais que muitos considerariam lixo. "Eu toda garrafa, toda coisa que eu encontro e vejo que dá para aproveitar, eu pego. Tiro do lixo e transformo. Assim eu ajudo o meu ambiente. Quem me ensinou a cuidar da terra foram meus pais. Aprendi a plantar, a limpar, a zelar. A terra precisa de cuidado todo dia. Eu estou sempre ali, mexendo, ajeitando, plantando. Aquilo ali é minha vida."

Entre peças produzidas com isopor e garrafas reaproveitadas, os jovens perceberam que a regeneração ambiental começa com atitudes simples. "Quando eu encontro um pedacinho de isopor, já penso que dá para fazer alguma coisa. Levo para casa, faço arte e estou cuidando do meio ambiente."

Questionada sobre qual presente daria à natureza, Dona Tica foi direta: "Se fosse para dar um presente à natureza hoje, seria uma planta."

A interação mostrou que práticas sustentáveis fazem parte da cultura rural há gerações, muito antes de se tornarem pauta global.

A articuladora do Selo UNICEF em Cedro, Luciana Vieira, reforçou a importância do diálogo intergeracional. "Momentos como este mostram que regenerar a terra passa pelo respeito à nossa cultura e pela escuta dos mais velhos. Essa ação fortalece as metas do município junto ao Selo UNICEF e amplia a formação cidadã dos adolescentes."

Ao final do encontro, ficou evidente que a regeneração não se limita ao solo. Ela nasce da escuta, da memória e do reconhecimento de que cada geração tem um papel na construção do amanhã. Em Mosquito, passado e futuro dividiram o mesmo quintal — e saíram de lá ainda mais conectados à terra que os sustenta.


 

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